A culinária deixou de ser apenas um atrativo complementar para o turista. Portanto, ela é, atualmente, um dos mais poderosos elementos de identidade cultural e um diferencial competitivo de peso na construção de destinos turísticos.
Mais do que “comer bem”, os viajantes buscam conexões reais, experiências sensoriais autênticas e narrativas que revelam o território através do sabor.
Comida é memória. É afeto, é origem. Ou seja, carrega história, saber ancestral, modos de vida e a alma de um povo.
Sendo assim, quando um destino valoriza sua gastronomia local. Respeitando ingredientes, modos de preparo e suas histórias. Ele cria uma marca cultural viva, impossível de ser replicada.

A força da culinária como marca cultural
A cozinha de um lugar é como seu idioma: reflete quem somos, de onde viemos e como vivemos.
Um prato típico pode contar mais sobre uma cultura do que uma visita a um museu.
E mais do que isso: pode gerar desejo.
Culinária como patrimônio imaterial
A culinária é reconhecida como parte do patrimônio imaterial por órgãos como a UNESCO. Sendo assim, não é apenas uma receita, é uma prática social. É o jeito de fazer, colher, preparar, dividir. Ou seja, é conhecimento passado de geração em geração.
Destinos que entendem isso não apenas promovem sua cozinha, mas preservam sua cultura.
O prato como experiência e narrativa
Um turista pode visitar uma cidade e esquecer os pontos turísticos. Mas ele esquece dificilmente o sabor do prato que o surpreendeu. Porque a culinária consegue emocionar, ativar memórias afetivas e criar experiências imersivas. Como resultado, isso transforma um simples jantar em um ponto alto da viagem.
Do local ao global: a comida como ponte cultural
Cada vez mais, destinos internacionais apostam na gastronomia como elemento de diferenciação.
O Peru fez isso com a cozinha andina.
A Itália com seus vinhos e massas.
O Japão com sua ritualização do alimento.
O Brasil, com toda sua pluralidade e riqueza, tem um tesouro nas mãos.

Turismo de sabor: o novo apetite dos viajantes
Viajar também é comer. E, mais do que isso: é comer para conhecer. Estudos apontam que a gastronomia é um dos principais motivadores de viagem.
Sendo assim, muitos turistas escolhem seus destinos com base na oferta culinária. Portanto, roteiros gastronômicos, experiências em restaurantes premiados, visitas a produtores locais, feiras e festivais de comida estão entre os formatos de turismo que mais crescem no mundo.
Experiência gastronômica = tempo de permanência
Quando a comida vira atração, o turista permanece mais tempo no destino. Ou seja, quer provar o prato típico, visitar o mercado, conhecer o chef local, fazer uma aula de culinária ou participar de uma experiência sensorial. Portanto, gera um impacto direto na economia local, movimentando diferentes setores da cadeia turística.
Conexão com o território e com quem produz
A valorização da cozinha local promove também os pequenos produtores, a agricultura familiar, as feiras de rua e os saberes populares. Cada receita tradicional carrega consigo um território e uma história, e a valorização disso contribui para a economia circular e para a preservação cultural.

Brasil na mesa: diversidade, miscigenação e potência
Se existe um país com autoridade para fazer da culinária um ativo turístico, esse país é o Brasil. Temos um patrimônio gastronômico vasto, construído a partir da mistura de povos, influências e saberes indígenas, africanos, europeus e migrantes de todo o mundo.
Do tacacá amazônico ao barreado paranaense, da feijoada à moqueca, do pão de queijo ao acarajé… o Brasil é um banquete de diversidade.
A cozinha brasileira é plural e viva
Não existe “culinária brasileira”, mas culinárias brasileiras. Ou seja, cada região tem sua forma de usar ingredientes, temperos e técnicas, tornando o Brasil um território de descobertas infinitas para quem viaja com o paladar.
Um ativo estratégico e emocional
A Embratur tem apostado na gastronomia como ativo de soft power, promovendo a cozinha brasileira como diferencial estratégico na imagem do país no exterior. Afinal, nenhum território se torna desejado sem identidade. E nenhum pertencimento é construído mais rápido do que pelo sabor.

Fomentamos esse movimento da Culinária Brasileira
Aqui enxergamos a culinária como ativo estratégico para destinos e marcas que desejam crescer de forma autêntica, longeva e sustentável. Dessa forma, ajudamos nossos clientes a traduzirem a riqueza cultural da sua gastronomia em experiências desejáveis, posicionamento claro e valor agregado.
O que fazemos na prática:
- Mapeamento de ativos gastronômicos locais
Identificamos ingredientes, receitas, histórias, personagens e tradições que podem ser valorizados. - Curadoria de experiências e roteiros
Criamos conexões entre restaurantes, produtores, feiras, chefs e espaços de memória para gerar experiências integradas. - Estratégia de branding territorial
Usamos a culinária como eixo para posicionar destinos de forma única, autêntica e desejável. - Conexão com oportunidades de mercado
Ajudamos a alinhar o DNA do negócio com as tendências de comportamento e os movimentos de mercado, como o turismo de experiência, o slow travel, o turismo de base local, entre outros.
Mais do que promover “comida”, ajudamos nossos clientes a posicionar territórios, valorizar culturas e encantar visitantes pelo sabor da autenticidade.
Se você tem um restaurante, pousada, marca ou destino com vocação gastronômica, o momento de se posicionar é agora.
Podemos te ajudar a transformar o sabor do seu território em estratégia de valor.
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Concluindo, somos um país que se come com os cinco sentidos
Por fim, o turismo do futuro é menos sobre fotografar monumentos e mais sobre sentir o lugar com todos os sentidos. E quando o cheiro do tempero, o som da panela e o sabor da terra falam mais alto, a viagem vira memória afetiva — daquelas que não se esquece.
A culinária, antes vista apenas como “cozinha local”, se tornou marca cultural. Sendo uma força identitária, emocional e econômica. E, se bem trabalhada, pode transformar o destino em desejo e a visita em encantamento.

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