Capacitação digital: o que trava a inovação no turismo brasileiro?

Capacitação digital: o que trava a inovação no turismo brasileiro?

A capacitação digital é hoje um divisor de águas entre negócios que se mantêm relevantes no mercado e aqueles que começam a perder competitividade sem entender exatamente o motivo. No turismo, esse abismo se aprofunda ainda mais quando observamos o ritmo de transformação tecnológica no mundo. E o quanto o Brasil ainda caminha em marcha lenta diante dessa realidade.

Enquanto países como os Estados Unidos e as economias asiáticas já treinam seus profissionais para integrar inteligência artificial ao marketing, à hospitalidade e à gestão de destinos. Por aqui ainda predomina uma lógica analógica, baseada em cursos genéricos, plataformas engessadas e um foco raso no uso real das ferramentas.

Em outras palavras: o setor turístico brasileiro precisa parar urgentemente de tratar o digital como tendência e começar a encará-lo como parte da estrutura na operação e estratégia.

Capacitação digital: o que trava a inovação no turismo brasileiro?

A lacuna entre o discurso e a prática em termos de capacitação digital

Hoje, é comum ver profissionais do turismo utilizando ferramentas de IA generativa como brinquedo: gerando memes, slogans ou pesquisando como fariam no Google. Mas o problema não é a brincadeira, é a ausência de estratégia por trás do uso da tecnologia.

A inteligência artificial tem o potencial de:

  • Automatizar tarefas operacionais e repetitivas
  • Analisar padrões de comportamento do visitante
  • Personalizar campanhas de marketing com base em dados reais
  • Otimizar processos de vendas e atendimento
  • Mapear rotas de consumo e prever picos de demanda
  • Apoiar na construção de produtos turísticos mais assertivos

Mas para isso acontecer, é preciso mais do que acesso à ferramenta. É necessário compreensão, contexto e capacitação estratégica.

A urgência da capacitação digital para gestores públicos no turismo

No contexto do turismo nacional, os gestores públicos ocupam uma posição-chave. São eles que autorizam projetos, aprovam políticas, controlam investimentos e, muitas vezes, definem a narrativa institucional do destino. No entanto, grande parte desses profissionais ainda opera com modelos de formação defasados. Ou seja, desconectados da realidade digital e das ferramentas mais atuais de inteligência de mercado.

Sem capacitação específica, muitos gestores municipais e estaduais enfrentam dificuldades para compreender o comportamento do novo turista. Bem como, tomar decisões com base em dados ou atrair investimentos estratégicos. A comunicação institucional continua engessada. O uso das redes sociais é meramente informativo. E o potencial da inteligência artificial, da automação e da análise preditiva continua longe de ser explorado com maturidade.

O resultado é um distanciamento entre a gestão pública e o que o setor privado já começa a implementar, criando um descompasso que compromete a competitividade dos destinos brasileiros. Nesse cenário, a capacitação digital voltada para gestores públicos não é mais uma recomendação. É uma necessidade estrutural para o turismo ser, de fato, gerido com visão de futuro, eficiência e capacidade de adaptação.

O que realmente impede o avanço digital nos negócios turísticos?

A dificuldade em avançar digitalmente no setor de turismo e hospitalidade não está na falta de ferramentas ou tecnologias disponíveis, mas na ausência de tempo, clareza e estrutura para adotá-las com intencionalidade. Muitos empresários e gestores seguem sobrecarregados por rotinas operacionais, impedindo uma visão mais ampla sobre as possibilidades que a transformação digital pode oferecer.

Há uma sensação crescente de que o mercado está evoluindo rápido demais, enquanto seus negócios permanecem presos a dinâmicas tradicionais e, por vezes, desgastadas.

Além disso, a desconfiança em relação a soluções prontas, genéricas e sem vínculo com a realidade específica de cada operação, gera resistência. O ceticismo aumenta quando os treinamentos disponíveis não dialogam com os desafios reais enfrentados na linha de frente.

Falta direção. Falta clareza sobre onde aplicar o digital inteligentemente. E, acima de tudo, falta alguém que compreenda a complexidade do setor, com todas as suas nuances. Bem como, ofereça suporte estratégico e personalizado, sem fórmulas prontas nem promessas rasas.

Como nós da A/H Gestão de Vendas e Marketing atuamos nesse cenário?

Em vez de oferecer cursos ou pacotes prontos, atuamos como parceiros estratégicos na construção de processos de capacitação sob medida. O que entregamos é contexto, direção e clareza para gestores e empreendedores que desejam modernizar suas operações sem perder a identidade.

Nosso trabalho começa por entender a fundo o estágio atual da empresa ou do território, os gargalos de gestão, o perfil da equipe e a ambição do negócio. A partir disso, desenhamos jornadas de capacitação que integram marketing digital, uso de IA, estratégia comercial e posicionamento de marca, sempre com foco na realidade operacional do cliente.

Não falamos em “ensinar a usar a ferramenta”, mas em reconstruir como se toma decisão em ambientes altamente digitais e dinâmicos. A tecnologia, nesse caso, não é o fim. É o meio para o gestor voltar a ter domínio sobre os rumos do seu negócio.

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Potencializamos o uso da IA na sua tomada de decisões no turismo

Saber utilizar inteligência artificial vai muito além de gerar imagens ou escrever textos. No turismo, na hotelaria e nos serviços de hospitalidade, o verdadeiro valor da IA está em sua capacidade de interpretar dados, prever tendências, personalizar estratégias e apoiar decisões com base em informações reais.

Mas para isso acontecer, é preciso muito mais do que acesso às plataformas. É necessário saber o que perguntar, como ler as respostas e de que forma integrá-las à rotina do negócio.

É exatamente nesse ponto que somos um parceiro estratégico. Nosso papel é ajudar o empresário, o gestor público ou o profissional do setor a sair do uso superficial da ferramenta e descobrir como ela pode ser incorporada às áreas centrais do negócio: vendas, marketing, produto, posicionamento e gestão operacional.

Com a leitura correta dos dados, a IA permite prever períodos de alta e baixa, entender o perfil do consumidor com mais profundidade, ajustar o mix de ofertas, redesenhar rotinas e ampliar o alcance das campanhas inteligentemente.

Ao colocar essa tecnologia a serviço da estratégia, o gestor ganha agilidade, visão analítica e poder de decisão com base em evidências.

Independente do porte do negócio. Uma pousada, um hotel boutique, um resort urbano ou uma secretaria de turismo municipal, o uso inteligente da IA pode ser o diferencial competitivo entre permanecer no mercado ou se tornar referência nele. E é justamente isso que construímos ao lado dos nossos clientes: não uma relação com a ferramenta, mas uma nova forma de pensar e agir com base em inteligência real.

Concluindo,

Por fim, a capacitação digital deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade urgente. O turismo brasileiro precisa se atualizar, não por modismo, mas por sobrevivência. Continuar operando com base na intuição, em um mundo guiado por dados e inteligência, é um risco estratégico.

Ou seja, é hora de sair da superficialidade, abandonar soluções genéricas e buscar conhecimento que realmente transforme. Portanto, se a tecnologia já está acessível, falta agora criar estrutura, clareza e confiança para usá-la com propósito.

Entre em contato. Vamos, juntos, identificar os desafios reais do seu negócio e construir um processo de capacitação estratégica que aproxime sua equipe da tecnologia e sua empresa dos verdadeiros resultados que ela pode gerar.